6.12.06

não queiras, lídia, edificar no spaço
que figuras futuro, ou prometer-te
amanhã. cumpre-te hoje, não sperando.
tu mesma és tua vida.
não te destines, que não és futura.
quem sabe se, entre a taça que esvazias,
e ela de novo enchida, não te a sorte
interpõe o abismo?
ricardo reis

2 comentários:

n disse...

porque será que me é tão familiar este recado a lídia?

João disse...

...