29.6.07

the last knit

obsessiva compulsiva???

estória do gato e da lua

nada original mas teve que serrrrrrr.... miauuuu....

27.6.07

por cá

gostava tanto de viver até aos trezentos anos. gostava tanto que aos duzentos e cinquenta conseguisse ainda ler este times new roman de tamanho 12 à distância a que o leio agora. gostava tanto de pensar como penso e ser ainda uma criança. de ser um escritor de emoções sem sequer saber ler, de ser um comunicador de trivialidades no turbilhão de um mundo significante. um eremita das luzes na notoriedade das sombras. presença do vazio na discrição do absoluto…
mas andar por cá, mais duzentos e setenta anos por cá, no meio dos valiosos e sem desprezo pelos desafortunados, atento ao mundo, a dar e a receber dos que gosto, sempre a crescer, na boa, a crescer p’ra ser, p’ra ser mais e maior e estender os braços a quem também quer ir, em frente, a crescer. gostava que todos acreditassem no que são e permanecessem comigo por mais duzentos e setenta anos, sempre a ser, a acreditar e a crescer. gostava, gostava muito, gostava mesmo muito que assim fosse.

25.6.07

novidade?

"1º ciclo:
estudo defende enriquecimento curricular numa perspectiva lúdica.
(e não com mais horas de aulas)"
21.06.2007 - 16h22 Lusa (público online)

é pena que uma coisa tão óbvia não seja vista naturalmente por todos os envolvidos na Educação deste país. não, tem que vir um estudo das caves académicas de coimbra para que a malta possa (ver para) crer que é mesmo assim...

23.6.07

the heat is on

sunshine days
summertime

sometimes off
sometimes fine
sometimes on
sometimes out

don’t shout
don’t scream
let me dream
before sunrise

20.6.07

fr(ágil)

põe-me o braço no ombro
eu preciso de alguém
dou-me com toda a gente
não me dou a ninguém

faz-me um sinal qualquer
se me vires falar demais
eu às vezes embarco
em conversas banais

está a saber-me mal
este whisky de malte
adorava estar "in"
mas estou-me a sentir "out"

acompanha-me a casa
já não aguento mais
deposita na cama
os meus restos mortais

frágil
jorge palma

19.6.07

outra espécie d'escrita

estava em frente ao espelho enquanto se ouviu dizer: “achas-me sensual? quando olhas p’ra mim tens vontade de me dar prazer?”, disse isto enquanto se olhava à espera de se ver na resposta que ouvisse dele. ele, que ia pegar na escova de dentes, parou sem que a escova chegasse a sair do copo, ela, apressando-o, pediu-lhe que respondesse depressa, sem pensar. ele disse que eram duas perguntas, que se ela quisesse uma resposta sem pensar, seria um “sim” a cada pergunta. ela ia dizer qualquer coisa mas ele não deixou, num gesto repentino tapou-lhe a boca com uma mão enquanto a outra se cravou à anca e percorreu um movimento suave de fora para dentro e de cima para baixo. a meio deste movimento, já os dentes haviam sido substituídos pelos lábios molhados no pescoço dela. a mão da boca afastou-se para o outro lado do pescoço enquanto a outra parou para dar liberdade aos dedos. os lábios descolam do pescoço e os dentes dedicam-se a mordiscar cada cartilagem da orelha. o corpo dela já não resiste quieto, a boca deixa-se ouvir a respirar e as mãos agarram-se a qualquer coisa, ao lavatório. ela, que já se tinha esquecido do espelho, lembrou-se de se olhar enquanto mulher embalada para o prazer. gostou de se ver, não evitou o sorriso e olhou-o no espelho, viu-o a olhá-la enquanto deixava a língua deslizar para dentro da orelha dela. sorriram ao mesmo tempo e, sem abandonarem o prazer, fecharam os olhos antes de continuarem.