26.9.07

inside & out (+ manus scriptus inversu)

it’s not the crow of Poe
it’s not some lost soul
but shadows on my window
tell lies about my days,
they speak to me in dreams
they speak to me inside
while the church bell sings:
“it’s 4 am outside
you better run or hide”,
these shadows inside
want to leave me empty

want to steel my pride
and kill all my sense

25.9.07

tv on the radio & david bowie » province


"hold these hearts courageously as we walk into this dark place

stand, stare fast beside me and see that love is the province of the brave"

24.9.07

pois... e ainda dizem que o tamanho não interessa...

"Segundo um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, a felicidade humana, entendida como a capacidade de desfrutar dos prazeres da vida, depende do tamanho das regiões subcorticais do cérebro".
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23.9.07

21.9.07

remar

será que à medida que vamos envelhecendo nos vamos cansando de remar contra a corrente? perderemos fôlego a cada derrota, a cada queda, a cada desilusão? ou será que, pelo contrário, saímos fortalecidos a cada cicatriz sarada e voltamos a remar, remar e remar. estaremos também cada vez menos disponíveis para aprender com o outro? com humildade? perderemos à medida que vamos envelhecendo, a visão lúcida do trabalho a fazer para que as coisas evoluam, andem p’rá frente? perderemos tacto? sensibilidade? perderemos a luta contra o comodismo, o facilitismo e o deixa andar? será? será que enfraquecemos também espiritualmente?
talvez dependa de alguma coisa interior, talvez não seja regra, acredito que não, acredito que é preciso ser-se muito forte para se aguentar o envelhecimento com os olhos postos no futuro e os esforços no presente, mas há quem o faça. acredito que muitos deles acabarão por desistir, eu próprio o farei. mas também acredito que outros só desistirão quando o futuro deixar de existir. vejo-os, poucos, sei, mas vejo-os à minha volta. vejo-os a lutar de dia em dia, a lutar muitas vezes acompanhados pelo cansaço da tristeza e da desilusão, a lutar todos os dias contra ventos e marés, tempestades e nortadas, a lutar para simplesmente sobreviver a este início de séc. XXI, mas a lutar. fatigados, exaustos mas de pé, a lutar, a ser exemplo para os demais.
os que não desistem, os que querem o bem e o praticam todos os dias, esses, bem hajam pelo exemplo que são.

19.9.07

razão d'evolução

antes de caminhar na vertical,
antes de opor o polegar aos outros dedos,
antes da inteligência e do aumento da caixa craniana,
foi uma instintiva capacidade de adaptação ao meio,
sobrevivência e subsistência,
que fizeram do ser humano uma espécie de sucesso.

17.9.07

foolish entertainment

quando se têm horas para matar, coisas tão simples como “palavras e expressões particularmente doces d’ouvir em inglês”, é coisa que dá para minutos de entretenimento. cria-se um ficheiro.doc e tem-se mais um brinquedo. aqui fica o puzzle construído, o lego montado, a brincadeira feita apontamento:
public displays of affection
overwhelmingly dumb
domestic graveyard
over grounded
rush hour
desk sheet
main frame
overwhelmed
glance
eclipse
sunshine
moonshine
bittersweet
evolutionary
dictionary
main frame

10.9.07

Senhor, Senhora & Respeito

há ainda hoje nas aldeias de trás-os-montes uma prática comum de tratar o outro por Senhor ou Senhora. quando a diferença de idades entre o tratante e o tratado é grande (sendo o tratado o mais velho), essa prática pode manter-se até sempre. para quem ainda não atingiu a maioridade, é prática obrigatória com quase toda a gente bastante mais velha. há ainda hoje nas aldeias de trás-os-montes, filhos que tratam os pais por Senhor e Senhora uma vida inteira. sinal distante, pai e Senhor, mãe, Senhora… sinal no entanto, de um respeito visceral por quem está disposto a dar a sua vida p’ra dar mais – às vezes o impossível – aos filhos.

gostava que tratar alguém por Senhor ou Senhora, não significasse tanta distância como parece. gostava que fosse assim, correntemente, que as pessoas manifestassem o seu respeito umas às outras. àquelas a quem se respeita, pedir-se-ia que soubessem devolver esse sinal de respeito de formas salutares, maduras e profícuas, respeitando assim o respeitador.

é mais fácil, pelas razões óbvias, respeitar os (bastante) mais velhos. mais difícil é saber-se usar do respeito, quando a “camada produtiva” da sociedade parece viver num latente, vasto e constante conjunto de competições.