- So...?
- So what?
- What about it?
- What about what?
- How was it?
- How was what?
- The set.
- Oh… Same old same…
- Meaning…?
- Meaning, “no surprises”!
- Is that bad?
- Who said that?
- No one…
- And… the question was? …
- Simple!
- …
- How are you?
- Not surprised.
- lol
- Yep!
- But…
- But what?
- Did she…?
- Didn’t you ear me? “n_o__s_u_r_p_r_i_s_e_s”!
- :/ oh... and the brotherhood?
- There!
- Oh… good god!
- What?
- Not alone!
- No, not at all!
16.3.07
15.3.07
12.3.07
fica a rima para a "chave d'ouro"
poema que não rima
caneta que não escreve,
livro sem letras
música sem notas,
olhar que não vê
rio que não corre,
estrela sem luz
flor sem pétalas,
dedos que não tocam
boca que não beija
mas rima o poema
da caneta que é azul
e enche-se o livro
de música que é límpida
ouvida p’lo olhar meigo
deste rio que corre
iluminado pela estrela
e acompanhado pela flor
que é tocada pelo beijo
de quem a beija com amor
.
caneta que não escreve,
livro sem letras
música sem notas,
olhar que não vê
rio que não corre,
estrela sem luz
flor sem pétalas,
dedos que não tocam
boca que não beija
mas rima o poema
da caneta que é azul
e enche-se o livro
de música que é límpida
ouvida p’lo olhar meigo
deste rio que corre
iluminado pela estrela
e acompanhado pela flor
que é tocada pelo beijo
de quem a beija com amor
.
8.3.07
A propósito deste dia...
Facto...
A lenda do Dia Internacional da Mulher como tendo surgido na sequência de uma greve, realizada em 8 de Março de 1857, por trabalhadoras de uma fábrica de fiação ou por costureiras de calçado - e que tem sido veiculada por muitos órgãos de informação - não tem qualquer rigor histórico, embora seja uma história de sacrifício e morte que cai bem como mito.Em 1982, duas investigadoras, Liliane Kandel e Françoise Picq, demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, que estaria na origem do 8 de Março, pura e simplesmente não aconteceu (1), não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de orgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira («Uma mentira constantemente repetida acaba por se tornar verdade»).Verdade é que em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu num "party’, numa jornada pela igualdade dos direitos cívicos, que estabeleceu criar um dia especial para a mulher, que nesse ano aconteceu a 28 de Fevereiro. Ficou então acordado comemorar-se este dia no último domingo de Fevereiro de cada ano, o que nem sempre foi cumprido.A fixação do dia 8 de Março apenas ocorreu depois da 3ª Internacional Comunista, com mulheres como Alexandra Kollontai e Clara Zetkin. A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de Fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de Março. Só a partir daqui, se pode falar em 8 de Março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.A partir de 1960, essa tradição recomeçou como grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista.
(1) Se consultarmos o calendário perpétuo e digitarmos o ano de 1857, poderemos verificar que o 8 de Março calhou a um domingo, pelo que nunca poderia ter ocorrido uma greve nesse dia de descanso semanal.
(1) Se consultarmos o calendário perpétuo e digitarmos o ano de 1857, poderemos verificar que o 8 de Março calhou a um domingo, pelo que nunca poderia ter ocorrido uma greve nesse dia de descanso semanal.
Celebrar o dia internacional da mulher no século XXI prova de que continuamos a viver numa sociedade patriarcal. Não sou contra a celebração do dia mas se há um dia internacional da mulher, porque não há um que seja do homem? Porque os homens não recebem flores? Porque não gostam de ser celebrados? Porque não precisam que lhes dêem os parabéns por serem homens? Porque, supostamente, os outros 364 dias do ano são dos homens (como se tende a afirmar em jeito de justificação)? Ou será, como diz o Nietzsche, porque as mulheres precisam de ouvir dizer que são amadas e aos homens basta que sintam que o são? Não sei bem… mas pronto… parabéns MULHERES!!! (e... bem hajam!!!)
6.3.07
icebergue
Antes de ser icebergue, chamou-se medular, nasceu em fevereiro mas em março teve que mudar de nome.
Já passou um ano e continua cá.
Eu também.
Já passou um ano e tanto que se passou.
Já passou um ano em que cresci mais uns poucos.
Já passou um dos melhores anos que já vivi.
Teve do pior mas nem isso o torna menor do que aquilo que sempre será cá dentro, o ano de 2006.
Altos e baixos, tristezas e alegrias, ganhos e perdas, amores e desamores, tchiiiii... que ano!
O icebergue em si, libertou-me de um eu acomodado, esquecido dele próprio.
Já passou um ano e continua cá.
Eu também.
Já passou um ano e tanto que se passou.
Já passou um ano em que cresci mais uns poucos.
Já passou um dos melhores anos que já vivi.
Teve do pior mas nem isso o torna menor do que aquilo que sempre será cá dentro, o ano de 2006.
Altos e baixos, tristezas e alegrias, ganhos e perdas, amores e desamores, tchiiiii... que ano!
O icebergue em si, libertou-me de um eu acomodado, esquecido dele próprio.
Levou-me até algumas das pessoas mais valiosas que já conheci e aproximou-me de outras que passei a conhecer noutro registo.
Fruto da vontade de gritar, de chorar, de gargalhar, de contemplar, de libertar, de prender, de criar, ..., o icebergue ajudou-me a conhecer-me um bocadinho melhor, tem-me ajudado a espelhar os turbilhões que acontecem cá dentro, tem-me dado sinais que há quem tenha as mesmas angústias e os mesmos medos, que há quem partilhe sem receios, que há quem nos entenda, que há quem entendemos (quase) perfeitamente.
Que grande invenção esta do blog...
Fruto da vontade de gritar, de chorar, de gargalhar, de contemplar, de libertar, de prender, de criar, ..., o icebergue ajudou-me a conhecer-me um bocadinho melhor, tem-me ajudado a espelhar os turbilhões que acontecem cá dentro, tem-me dado sinais que há quem tenha as mesmas angústias e os mesmos medos, que há quem partilhe sem receios, que há quem nos entenda, que há quem entendemos (quase) perfeitamente.
Que grande invenção esta do blog...
poema de drago
"Triangularmente
declino a cabeça
por sobre o rio turbilhunante
a música raga é estarmos
à beira-rio
com veias-velas abertas ao vento
os olhos pedem índias
convocando a ilusão de sonhar
pausa
fico, ficas
(pensamos)
vimos à tona
vamos ao fundo"
(depois de presenciar tanta extemporaneidade na escrita, depois ver a caneta desenhar tão efusivamente as palavras com que acabaste por pintar as emoções, depois de me terem lembrado que estava em falta por ter guardado só para mim o desenho, aí está ele!
espero ter entendido na totalidade o manuscrito... tomei a liberdade de mexer na pontuação, espero não ter ficado muito longe do que se queria)
declino a cabeça
por sobre o rio turbilhunante
a música raga é estarmos
à beira-rio
com veias-velas abertas ao vento
os olhos pedem índias
convocando a ilusão de sonhar
pausa
fico, ficas
(pensamos)
vimos à tona
vamos ao fundo"
(depois de presenciar tanta extemporaneidade na escrita, depois ver a caneta desenhar tão efusivamente as palavras com que acabaste por pintar as emoções, depois de me terem lembrado que estava em falta por ter guardado só para mim o desenho, aí está ele!
espero ter entendido na totalidade o manuscrito... tomei a liberdade de mexer na pontuação, espero não ter ficado muito longe do que se queria)
27.2.07
reserva
a minha alma carece da reserva como o meu corpo da água.
é no silêncio da solidão que me encontro e desencontro para voltar a reencontrar-me.
é neste constante movimento que me conheço, que absorvo o que interessa ou expulso o acessório…
como se me voltasse para dentro e todo eu fosse costas.
é na reserva que sou eu e aprendo a conhecer ou outros, é na discrição que me revelo sem me fazer ouvir. é lá que sou (mais) eu.
sem isto, enlouqueço, perco-me e torno-me insuportável até para mim próprio.
é no silêncio da solidão que me encontro e desencontro para voltar a reencontrar-me.
é neste constante movimento que me conheço, que absorvo o que interessa ou expulso o acessório…
como se me voltasse para dentro e todo eu fosse costas.
é na reserva que sou eu e aprendo a conhecer ou outros, é na discrição que me revelo sem me fazer ouvir. é lá que sou (mais) eu.
sem isto, enlouqueço, perco-me e torno-me insuportável até para mim próprio.
26.2.07
14.2.07
que futuro?
"UNICEF: Portugal nos últimos lugares em matéria de bem-estar educativo (mas à frente de EUA e Reino Unido). O relatório prova que não há relação entre o bem-estar infantil e o PIB."
(mais aqui)
isto só prova que não temos que ser um país rico para darmos do melhor às nossas crianças...
isto só prova que não temos que ser um país rico para darmos do melhor às nossas crianças...
pretéritos imperfeitos conjuntivos + condicional
Se o crescimento parasse,
Não haveria grandiosidade
Se o conhecimento andasse,
Haveriam muitos coxos
Se o momento abrandasse,
Não haveria quem se atrasasse
Se a sensibilidade molhasse,
Haveriam secas extremas
Se o arrependimento matasse,
Não haveria humanidade
Se a paixão congelasse,
Haveriam muitos icebergues
Se o amor encontrasse,
Não haveria quem se perdesse
Se a amizade ganhasse,
Haveriam muitos vencedores
Não haveria grandiosidade
Se o conhecimento andasse,
Haveriam muitos coxos
Se o momento abrandasse,
Não haveria quem se atrasasse
Se a sensibilidade molhasse,
Haveriam secas extremas
Se o arrependimento matasse,
Não haveria humanidade
Se a paixão congelasse,
Haveriam muitos icebergues
Se o amor encontrasse,
Não haveria quem se perdesse
Se a amizade ganhasse,
Haveriam muitos vencedores
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